Editorial de Julho

É oficial. O país mudou. Está rápido, moderno e eficiente. E quem diz o contrário é porque não está atento. Fui a Braga, em trabalho, e constatei junto de várias instituições competência no atendimento e rapidez nos serviços. Foi possível ser atendida nas Finanças, na Câmara e na Conservatória, pela própria Conservadora, obter resposta às questões pertinentes e uma certidão da Câmara em 15 minutos. Numa loja de venda de material informático, consegui fazer cópias, impressões, acesso à internet, esferográfica, tudo por 0,89 cêntimos! Pasme-se.

E o Minho….Abrir a janela do quarto e ver as serras, a paisagem e as vinhas torna-se inspirador. É o Minho bucólico das “novelas” do Camilo e da “A Cidade e as Serras” do Eça. Sair de Lisboa faz bem. Há mundo para além da minha cidade. E desculpem mas volto ao Eça “Uma ilusão! E a mais amarga, porque o homem pensa ter na cidade a base de toda a sua grandeza e nela tem a fonte de toda a miséria!”. E das vinhas de perder de vista vem o precioso vinho verde, o vinho do Porto e tantas castas, também citadas pelo nosso autor: “Era um vinho fresco, esperto seivoso, entrando mais na alma, que muito poema ou livro santo”.

Há dias assim em que podemos repousar o espírito enquanto viajamos e depois trabalha-se melhor, no próprio dia e nos dias seguintes. A equipa de Lisboa assegurou a continuação dos trabalhos e tudo correu sobre rodas.

Aqui fica a minha sugestão: Vá ao Minho, se possível a Braga e não se arrependerá. Chegado lá beba um copo e no regresso conte comigo na cidade, na Buenos Aires. Boa semana de trabalho.

Sara Fernandes Bello

(07 de Julho de 2013)